A CGTP denunciou esta segunda-feira, dia 15, um caso relacionado com a tentativa de transferência de uma trabalhadora do Pingo Doce, situação que a central sindical considera ilustrativa de dificuldades no exercício dos direitos parentais.

Em causa está uma trabalhadora, mãe solteira de dois filhos menores e com horário flexível, que terá sido informada da transferência para uma loja situada a cerca de 35 quilómetros do seu local de trabalho habitual.

Segundo a CGTP, o trajeto entre a residência da trabalhadora e o novo local de trabalho implicaria cerca de duas horas de deslocação em transportes públicos.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) avançou com uma providência cautelar, conseguindo travar a transferência e obrigar o regresso da trabalhadora ao seu posto anterior.

Num comunicado, a CGTP critica a decisão da empresa, afirmando que "o Pingo Doce volta a demonstrar uma insensibilidade total com os trabalhadores que exercem os seus direitos parentais": "O Pingo Doce não pode obrigar os pais a abandonar os seus filhos em casa para ir trabalhar!"