A Rússia lançou na madrugada desta segunda-feira, dia 15, um ataque de larga escala sobre Kiev, que provocou grandes incêndios e destruiu parte de um complexo religioso classificado como Património Mundial da UNESCO.

O bombardeamento atingiu o telhado da Catedral da Dormição, integrada no conjunto monástico da Lavra de Kyiv-Pechersk, também conhecido como Mosteiro das Cavernas, um dos mais antigos da capital ucraniana, com origem entre os séculos XI e XIX.

De acordo com as autoridades locais, pelo menos 20 pessoas ficaram feridas na sequência da ofensiva, que envolveu mísseis balísticos e drones. Vários bairros residenciais foram atingidos, incluindo um edifício habitacional de 25 andares, um mercado e uma mercearia, todos atingidos por incêndios após os impactos.

O líder da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, Epifânio, condenou o ataque ao complexo religioso, considerando-o como "mais um crime contra a humanidade, contra a história e contra o cristianismo.”

Também o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de 48 anos, recorreu à rede social X para condenar a ofensiva, classificando-a como “um dos crimes mais graves da Rússia contra a cultura cristã até hoje”, apelando ainda ao reforço da pressão internacional e ao envio de mais sistemas de defesa aérea por parte do G7.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha (51), prometeu agirjunto da UNESCO: “Iniciaremos urgentemente todos os procedimentos relevantes dentro da Unesco para respostas imediatas e adequadas a este barbarismo de Estado.”

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot (43), comparou a destruição do património a ataques a monumentos emblemáticos da Europa, sublinhando: “Isto é um património mundial da Unesco, o que equivale, para nós na França, como se a Catedral de Notre Dame ou a Basílica de Saint-Denis tivessem sido bombardeadas, o que é totalmente inaceitável.”

Créditos: @CerfiaFR/X