O maior fundo soberano do mundo alcançou um lucro recorde de 1,75 biliões de coroas norueguesas – cerca de 137 mil milhões de libras – no primeiro semestre do ano, beneficiando sobretudo da valorização das empresas tecnológicas asiáticas e dos investimentos ligados à nova economia.
Gerido pelo Norges Bank e avaliado em cerca de 2,3 biliões de dólares, o fundo registou uma rentabilidade de 11,5% apenas no segundo trimestre, o melhor desempenho trimestral dos últimos seis anos. A carteira de ações rendeu 16%, segundo o The Times.
A dimensão do gigante financeiro impressiona: possui participações em mais de 7200 empresas e controla aproximadamente 1,5% de todas as ações cotadas no mundo. Entre os maiores investimentos estão 62 mil milhões de dólares na Nvidia, 52 mil milhões na Apple e 50 mil milhões na Alphabet, além de uma participação na SpaceX avaliada em 1,2 mil milhões.
Apesar dos resultados, o presidente executivo Nicolai Tangen deixou um aviso invulgar: nem uma fortuna desta dimensão está garantida. Uma guerra nuclear, terrorismo biológico, uma depressão económica ou o rebentamento de uma eventual “bolha da IA” poderiam provocar perdas devastadoras.

















