Um novo tratamento experimental contra o cancro do pâncreas está a gerar esperança inédita na comunidade médica internacional, depois de resultados clínicos revelarem uma quase duplicação do tempo médio de sobrevivência e uma redução significativa do risco de morte entre doentes com uma das formas mais agressivas de cancro.
A apresentação dos dados foi recebida com forte emoção num congresso internacional de oncologia, ao ponto de vários especialistas admitirem ter chorado perante os resultados.
O estudo, apresentado em fase avançada de investigação clínica, centra-se num tratamento dirigido ao adenocarcinoma pancreático, responsável pela esmagadora maioria dos casos de cancro do pâncreas. Segundo os dados divulgados, a nova abordagem terapêutica permitiu reduzir em cerca de 60% o risco de morte e aumentar substancialmente o período de vida dos doentes.
O cancro do pâncreas continua a ser um dos tumores mais difíceis de tratar, muitas vezes diagnosticado apenas em fases avançadas e associado a baixas taxas de sobrevivência. Em Portugal, especialistas alertam há vários anos para o crescimento da incidência e da mortalidade associada a esta doença.
Apesar do entusiasmo, os investigadores sublinham que será ainda necessário acompanhar os doentes e consolidar os resultados antes de uma adoção alargada do tratamento. Ainda assim, para muitos oncologistas, trata-se de um dos avanços mais relevantes das últimas décadas no combate ao chamado "cancro silencioso”.

















