Portugal prepara-se para enfrentar, já na próxima semana, uma nova e potencialmente histórica onda de calor, com os principais modelos meteorológicos a apontarem para temperaturas que poderão rondar os 45 graus em algumas regiões do país.

Se as previsões se confirmarem, este poderá ser um dos episódios mais severos do ano e até superar a vaga de calor registada entre o final de maio e o início de junho.

A massa de ar extremamente quente que se está a formar sobre a Península Ibérica deverá intensificar-se a partir do início da próxima semana, abrangendo sobretudo o interior do Alentejo, Vale do Tejo, Beira Baixa e algumas zonas do Nordeste Transmontano. Em vários pontos do território continental, os termómetros poderão ultrapassar os 40 graus, existindo mesmo projeções que apontam para máximas próximas dos 45 graus em áreas mais expostas ao calor extremo.

Os meteorologistas admitem que esta nova vaga poderá revelar-se mais duradoura do que a anterior, prolongando-se por vários dias consecutivos e aumentando significativamente o risco de incêndios florestais, bem como os problemas de saúde associados às temperaturas elevadas. As autoridades de proteção civil e saúde deverão acompanhar de perto a evolução da situação, podendo vir a ser emitidos avisos meteorológicos especiais caso o cenário se confirme.

O fenómeno não afetará apenas Portugal. Espanha deverá igualmente enfrentar temperaturas extremas, enquanto em França os termómetros poderão ultrapassar os 40 graus em diversas regiões, num episódio que está a ser associado à persistência de uma poderosa crista anticiclónica sobre o sudoeste europeu.

Depois de um final de maio marcado por recordes de temperatura e de um início de junho relativamente mais ameno, a atmosfera parece voltar a favorecer condições típicas do pico do verão, apesar de o calendário ainda assinalar o começo da estação. Os especialistas alertam que a frequência e intensidade destes episódios extremos têm vindo a aumentar nos últimos anos, transformando as ondas de calor numa das principais preocupações climáticas da Europa do Sul.

Caso os valores previstos se concretizem, Portugal poderá voltar a figurar entre os países mais quentes da Europa, enfrentando dias de calor sufocante numa altura em que o verão ainda nem sequer começou.