Miguel Santos recorreu às redes sociais para dar conta de novas adesões ao movimento 'Não Sejas Pato', que tem vindo a promover, desta vez junto dos visitantes do Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

Numa publicação em vídeo, o promotor do protesto procura chamar a atenção para a questão do emprego. “No Colombo, as pessoas já aderiram ao nosso movimento.” Na mesma publicação, defende que, caso o Colombo queira dar resposta às reivindicações do movimento, “vai ter de contratar”, associando o protesto à luta por novas oportunidades de trabalho.

A iniciativa tem, entretanto, gerado polémica nas redes sociais, com vários internautas a criticarem não só o movimento, mas também alguns dos comportamentos que lhe são associados. Entre os comentários publicados, há quem classifique os participantes de forma particularmente contundente, considerando que “não são resistência nenhuma” e que se trata apenas de “um bando de idiotas”.

Outra das críticas centra-se na questão dos tabuleiros e da limpeza das mesas nas zonas de restauração dos centros comerciais. “Custa assim tanto levantar os vossos tabuleiros?”, questiona um utilizador, defendendo que existem “mínimos” de civismo que devem ser respeitados.

Também a ideia de que os clientes devem deixar os tabuleiros nas mesas gerou discussão. Um dos comentários defende que o serviço de recolha e limpeza já está incluído no preço pago pela refeição e considera que levantar o próprio tabuleiro pode representar trabalho não remunerado. “Estúpido, porque está a trabalhar de graça. E egoísta, porque está a roubar um trabalho a uma pessoa”, escreve o internauta, que critica ainda aquilo que considera ser uma “mentalidade importada do Japão”.

As reações mostram, assim, uma divisão entre quem vê neste tipo de iniciativa uma forma de protesto e de defesa do emprego e quem considera que determinados comportamentos associados ao movimento prejudicam a mensagem que pretende transmitir.

Crédito: Miguel Santos/ Facebook