A polémica em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves, conhece um novo desenvolvimento. Segundo a edição desta sexta-feira do Nascer do Sol, o governante utilizou, durante obras na sua propriedade em Odemira, um reboque que estava apreendido pela PJ na sequência de uma operação contra o narcotráfico e apareceu estranhamente na posse do empreiteiro.

De acordo com o jornal, o atrelado terá sido usado para transportar materiais destinados às obras na residência do ministro, tinha sido apreendido pelas autoridades numa investigação relacionada com uma alegada rede de tráfico de estupefacientes. A revelação surge numa altura em que Luís Neves já se encontra sob intenso escrutínio devido à relação de amizade com o empresário, cuja empresa recebeu, ao longo dos últimos anos, diversas adjudicações da Polícia Judiciária, instituição que o atual governante dirigiu antes de integrar o governo.

Nos últimos dias, Luís Neves rejeitou qualquer irregularidade, afirmando que conheceu o empreiteiro apenas em 2023, quando a maioria dos contratos entre a empresa e a PJ já tinha sido celebrada, garantindo igualmente que todas as adjudicações obedeceram aos procedimentos legais e que as obras na sua propriedade estão a ser pagas de forma regular.

A nova revelação promete aumentar a pressão política sobre o ministro da Administração Interna, numa semana marcada por sucessivas notícias sobre a sua ligação ao empreiteiro, podendo reacender as críticas da oposição e intensificar o debate sobre a necessidade de novos esclarecimentos públicos.