Espanha enfrenta uma das mais graves vagas de incêndios dos últimos anos. O governo declarou o estado de emergência nacional nas províncias de Madrid e Ávila, e Pedro Sánchez, de 54 anos, descreveu a situação como "dramática".

Os incêndios estão a consumir milhares de hectares, ameaçando várias localidades e obrigando à mobilização de meios de diferentes regiões do país. Segundo Sánchez, os fogos estão também a afetar zonas próximas de países vizinhos, deixando um apelo para que a população siga todas as indicações das autoridades.

Durante a noite, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, decretou o estado de emergência devido à rápida evolução das chamas nos municípios de Villa del Prado e San Martín de Valdeiglesias, na região de Madrid, e em Burgohondo, na província de Ávila.

Apesar dos progressos registados durante a madrugada, as autoridades regionais confirmaram que os três principais incêndios continuam sem estar controlados. O vento forte continua a dificultar o combate às chamas e poderá agravar a situação ao longo desta sexta-feira.

Cerca de 10 mil pessoas permanecem fora de casa, depois de terem sido retiradas preventivamente das zonas de maior risco.

A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) alertou ainda que o perigo de incêndios continuará muito elevado ou extremo em grande parte do território espanhol, apesar da ligeira descida das temperaturas.

Desde o início do ano, Espanha já registou quase 130 mil hectares de área ardida, segundo o sistema europeu EFFIS, mantendo-se o país em alerta máximo perante o agravamento das condições meteorológicas.

Créditos: @guardiacivil062 / Instagram