A morte de Jorge Palma, aos 76 anos, provocou uma onda de consternação no País e levou as mais altas figuras do Estado a prestar homenagem a um dos nomes maiores da música portuguesa. António José Seguro e Luís Montenegro, por exemplo, destacaram o legado de um artista cuja obra atravessou gerações.
O Presidente da República recebeu a notícia com "enorme tristeza e consternação" e considerou Palma, que morreu na noite de segunda-feira, vítima de paragem cardiorrespiratória, "um criador e intérprete de exceção", marcado por uma "rara versatilidade e ecletismo". "Portugal despede-se de um dos seus ícones e de um dos grandes poetas da nossa música e da nossa sensibilidade", escreveu António José Seguro, salientando que as canções do músico continuarão a "iluminar a memória de várias gerações".
Seguro recuperou ainda alguns dos títulos que marcaram a carreira do cantor: "De certa maneira, todos habitámos o seu bairro do amor, todos nos rimos com os seus versos, todos nos sentimos frágeis". O chefe de Estado recordou o "lirismo imprevisível" de Palma e terminou a homenagem recorrendo a uma das suas canções mais emblemáticas: "É assim que o ouviremos até ao fim. A gente vai continuar."
Já Luís Montenegro sublinhou a dimensão do legado deixado pelo músico. "Jorge Palma parte, mas a sua música fica. Fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações", escreveu o primeiro-ministro, defendendo que Palma ajudou a transformar a cultura portuguesa com a sua "voz única e músicas intemporais". Em nome pessoal e do Governo, apresentou condolências à família e aos amigos do artista.
Também o PCP, partido que Jorge Palma apoiava nas eleições, já se expressou na hora da morte do artista, presença regular na Festa do Avante!: "Figura maior da música e da cultura portuguesas, feitas e vividas em liberdade, referência de insubmissão e liberdade, da parte do PCP deixamos a determinação "a gente não vai parar, a gente vai continuar".

















