O juiz Ivo Rosa criticou os megaprocessos nos tribunais e garantiu que os atrasos nos inquéritos são da responsabilidade do Ministério Público. Numa entrevista aos podcast 'Direito à Justiça' da Renascença e da Ordem dos Advogados, o juiz desembargador defendeu prazos perentórios em vez de meramente ordenadores.
"Estamos a falar de vários arguidos, de vários factos e diversas situações que são muito difíceis, e ainda dificulta mais, sobretudo, a forma como as acusações e peças processuais são apresentadas", disse, referindo-se à maneira como o MP faz as acusações.
O juiz desembargador defende prazos perentórios em vez de meramente ordenadores, devido aos atrasos que, muitas vezes, começam na fase de investigação, ou seja, ainda antes de os processos chegarem aos tribunais.
Ivo Rosa falou ainda do próprio caso, lamentando os casos de que foi alvo de oito inquéritos após a decisão no processo Marquês. Os inquéritos acabaram por ser arquivados, mas o juiz denunciou a situação a vários órgãos de soberania.
Apesar de tudo, Ivo Rosa garante que mantém a confiança no sistema judicial.
















