Nova Iorque vai proibir, durante o ano letivo de 2026-2027, a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial generativa pelos alunos até ao 8.º ano, abrangendo sobretudo crianças e jovens até cerca dos 13 ou 14 anos.
A decisão foi anunciada pelo mayor de Nova Iorque, Zohran Mamdani, de 35 anos, e pelo responsável pelas escolas públicas da cidade, Kamar Samuels, que defendem que os alunos devem desenvolver o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de resolver problemas sem depender diretamente da tecnologia.
Durante este ano letivo, os estudantes mais novos ficam impedidos de utilizar programas de IA generativa concebidos para uso educativo. A restrição pretende reduzir a dependência destas ferramentas e garantir que as crianças continuam a privilegiar a aprendizagem, a interação com professores e colegas e o trabalho desenvolvido por si próprias.
A proibição é mais abrangente no caso dos chatbots que ficam interditos para estudantes de todas as idades, independentemente do nível de ensino.
Já os alunos do ensino secundário, normalmente entre os 14 e os 18 anos, terão uma abordagem diferente. A IA poderá ser utilizada de forma limitada e supervisionada, estando previstos dois módulos obrigatórios de literacia em Inteligência Artificial, com 45 minutos cada.
Nestes módulos, os jovens vão aprender como funcionam estas ferramentas, mas também serão alertados para questões como privacidade, preconceitos, segurança e implicações éticas da utilização de IA.
A cidade prevê ainda testar cinco programas de Inteligência Artificial aprovados pelas escolas, mas apenas em determinadas turmas e sempre sob supervisão de professores. A utilização ficará limitada a 45 minutos por semana e nenhum dos programas-piloto será um chatbot como o ChatGPT ou o Claude.
Ao mesmo tempo, mais de 38 programas educativos que já eram utilizados nas escolas vão perder ou ter desativadas determinadas funcionalidades de IA por não cumprirem os novos critérios definidos pelas autoridades.
Existem, contudo, algumas exceções. Alunos com necessidades educativas específicas, estudantes que estão a aprender inglês e jovens integrados em determinados programas profissionais poderão continuar a utilizar algumas ferramentas quando estas forem necessárias para a aprendizagem ou acessibilidade.
A nova política também estabelece limites recomendados para a utilização individual de dispositivos. Os alunos até ao 2.º ano não terão utilização individual de equipamentos, enquanto para os estudantes do 3.º ao 5.º ano é recomendado um máximo de 30 minutos diários. Do 6.º ao 8.º ano, o limite sobe para 45 minutos.
A medida terá inicialmente a duração de um ano letivo e será acompanhada por alunos, professores, pais, especialistas e responsáveis educativos. A intenção é avaliar os efeitos destas restrições e perceber qual deverá ser o papel da Inteligência Artificial nas escolas de Nova Iorque no futuro.

















