A deputada do Chega Rita Matias, de 27 anos, foi identificada pela Polícia de Segurança Pública (PSP) depois de uma comitiva do partido ter invadido o estúdio da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) e interrompido a emissão. A informação foi confirmada esta terça-feira, dia 13, por uma fonte oficial da polícia.

Segundo o Comando Distrital da PSP de Coimbra, a deputada foi identificada enquanto responsável por uma manifestação que não cumpria os requisitos legais. Foi o único elemento da comitiva do Chega a ser identificado, além de uma vice-presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), que chamou as autoridades.

A comitiva incluía também a deputada Madalena Cordeiro e vários membros do partido. Os agentes da PSP deslocaram-se ao local e solicitaram aos envolvidos que abandonassem as instalações, tendo estes saído após a intervenção policial.

A invasão aconteceu durante um programa de debate político da RUC, que contava com a participação das juventudes partidárias com representação na Assembleia da República. O Chega tinha sido convidado a participar à distância, devido a uma decisão aprovada em fevereiro numa assembleia magna da AAC, que impede a entrada de elementos do partido no edifício.

De acordo com Jaime Raposo Nunes, do Departamento de Informação da RUC, o líder distrital do Chega, Paulo Seco, tinha indicado que o partido não estaria presente no programa. Contudo, na manhã de segunda-feira, dia 12, vários elementos entraram no estúdio, tendo Rita pegado num dos microfones e interrompido a emissão.

O Sindicato dos Jornalistas repudiou o sucedido, considerando que a invasão configura um crime e defendendo a abertura de um inquérito pelo Ministério Público (MP).

Também o Movimento Associativo Estudantil condenou o episódio e enviou uma carta ao presidente do Chega, André Ventura (43), questionando-o sobre a atuação da comitiva. O movimento alertou ainda para o possível atentado contra a liberdade de programação e de informação.