Desde que assumiu o trono britânico, em setembro de 2022, após a morte da rainha Isabel II, Carlos III já realizou visitas oficiais a dez países. No entanto, há um detalhe curioso que o distingue da maioria dos viajantes: o monarca não necessita de passaporte para entrar em qualquer território estrangeiro.
Ao contrário dos restantes cidadãos britânicos, o soberano está dispensado de possuir este documento. A explicação encontra-se ligada ao próprio sistema de emissão dos passaportes do Reino Unido, que são emitidos em nome do rei. Por esse motivo, não faz sentido que o chefe de Estado tenha um passaporte emitido em seu próprio nome.
Esta exceção aplica-se apenas ao monarca. Os restantes membros da família real, incluindo a rainha Camila e o príncipe William, continuam obrigados a viajar com passaporte válido.
A regra não é nova. Durante os 70 anos em que ocupou o trono, Isabel II também beneficiou desta particularidade e percorreu mais de uma centena de países sem nunca precisar de apresentar passaporte. Estima-se que a antiga soberana tenha visitado 117 nações ao longo do seu reinado.
Curiosamente, antes de se tornar rei, Carlos III não estava abrangido por esta exceção. Enquanto príncipe de Gales, tinha de utilizar passaporte nas suas deslocações internacionais, tal como qualquer outro membro da realeza.
Nos passaportes britânicos pode ler-se uma mensagem oficial em que o Governo solicita às autoridades estrangeiras que permitam ao titular viajar livremente e que lhe garantam proteção e assistência sempre que necessário. Como estes documentos são emitidos em nome do soberano, o rei fica automaticamente isento da sua utilização.
















