Os herdeiros de Michael Jackson conseguiram uma decisão favorável num processo movido pelos quatro irmãos que acusam o cantor de os ter abusado sexualmente durante a infância, avança o TMZ. Um juiz federal da Califórnia determinou, na quarta-feira, dia 12, que as acusações apresentadas por Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio contra o espólio do artista devem ser discutidas através de arbitragem privada, e não num julgamento em tribunal. A decisão tem por base um acordo celebrado entre as duas partes em 2019, que estabelecia que eventuais conflitos deviam ser resolvidos por essa via.

Os irmãos Cascio, recorde-se, conheceram Michael Jackson quando eram crianças e mantiveram durante anos uma relação de grande proximidade com o cantor. Chegaram mesmo a descrevê-lo como parte da sua "segunda família" e defenderam publicamente o artista perante as acusações de abuso sexual que surgiram ao longo da sua carreira.

A posição dos quatro irmãos mudou, contudo, em fevereiro, quando avançaram com um processo contra o espólio de Jackson, alegando que foram vítimas de abusos sexuais por parte do cantor durante mais de uma década, enquanto ainda eram menores.

Segundo os Cascio, o documentário ‘Leaving Neverland’, da HBO, teve um papel importante nessa mudança de posição, levando-os a questionar as memórias e a defesa que anteriormente tinham feito do cantor.

Os herdeiros de Michael Jackson rejeitaram todas as acusações, chegando, inclusive, a um acordo de 3,5 milhões de dólares com os irmãos, sem admitir qualquer responsabilidade. O acordo incluía precisamente a cláusula que prevê a resolução de conflitos por arbitragem privada