A Feira do Livro de Lisboa terminou este domingo, dia 14, depois de receber cerca de 800 mil visitantes e de vender mais de 700 mil livros. Para a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o balanço é positivo e as vendas corresponderam às expectativas.

"Temos muitos participantes a dizer que cresceram as vendas em relação a 2025. Naturalmente, há sempre alguém que diz que ficou aquém de 2025, mas isto tem a ver com muitos fatores”, explicou o presidente da APEL, Miguel Pauseiro, à Lusa.

A 'Hora H' teve um "peso significativo" nos resultados desta edição. O conceito consiste numa hora ao fim do dia em que todos os livros publicados há mais de 24 meses ficavam com 50% de desconto.

“A Hora H é um momento-chave. Não sei se ainda tem a mesma preponderância, mas é inegável que muitos visitantes procuram aquele momento para aproveitar condições especiais, na maior parte das vezes de livros que não conseguiu comprar. Os editores aproveitam para trazer livros mais antigos, com melhores condições e os leitores aproveitam”, explicou.

Miguel Pauseiro espera que o "entusiasmo" visto durante os dias da feira se prolongue durante o resto do ano: "Há uma dinâmica e um entusiasmo que queremos que se prolongue para além da feira e ao longo do ano. Agora temos de ler aquilo que comprámos na feira do livro, temos de ir às livrarias e comprar mais livros, temos de ir às bibliotecas e ler mais livros. E quanto mais recorrermos a bibliotecas haverá necessidade de atualizar e robustecer os catálogos das bibliotecas.”

Ao longo de três semanas, estiveram presentes 350 pavilhões, 900 marcas editoriais e 85 mil livros. O Parque Eduardo VIII foi ainda espaço para mais de 2 mil eventos culturais.

No próximo ano, o evento "pode e deve evoluir": "temos de trazer, sempre que possível, coisas diferentes, inovadoras, relacionadas com o setor, mas também esta lógica de trazer música, o cinema; vamos à procura de outras artes performativas e outras vertentes culturais que possamos acrescentar à feira do livro para a enriquecer.”