A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou esta quinta-feira, dia 8, que o fenómeno climático El Niño atualmente em curso poderá tornar-se um dos episódios mais fortes registados desde 1950, com possíveis efeitos nas temperaturas globais e nos padrões de precipitação.

Segundo a agência das Nações Unidas, o fenómeno deverá continuar a intensificar-se ao longo dos próximos meses, atingindo o pico em dezembro. A previsão aponta ainda para a manutenção do El Niño pelo menos até fevereiro de 2027.

O fenómeno ocorre quando as temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial central e oriental ficam anormalmente elevadas durante um período prolongado. Estas alterações podem influenciar o comportamento da atmosfera e provocar mudanças nos padrões meteorológicos em diferentes regiões do mundo.

A intensidade prevista para os próximos meses está a merecer particular atenção devido ao potencial impacto nas temperaturas. O El Niño tende a contribuir para o aumento das temperaturas médias globais, embora os efeitos concretos variem consoante a região.

Além do calor, o fenómeno está associado a alterações nos padrões de chuva. Algumas zonas podem enfrentar períodos de precipitação mais intensa, enquanto outras poderão sofrer condições mais secas do que o habitual.

A OMM sublinha, contudo, que o El Niño não produz os mesmos efeitos em todas as partes do planeta. O impacto depende da interação entre o fenómeno e outros fatores atmosféricos e oceânicos, podendo também variar ao longo do tempo.

O episódio deste ano surge num contexto de temperaturas globais já particularmente elevadas. A influência do El Niño poderá contribuir para agravar temporariamente esse cenário, embora o fenómeno natural não seja, por si só, responsável pelo aquecimento global observado nas últimas décadas.

Os especialistas vão continuar a acompanhar a evolução das temperaturas do oceano e da atmosfera durante os próximos meses, numa altura em que se aproxima o período previsto para o pico do fenómeno.

Caso as atuais previsões se confirmem, poderá ficar entre os episódios de maior intensidade registados desde que existem séries de observações sistemáticas, iniciadas no passado.

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