A adolescente brasileira de 14 anos, filha do presidente da Câmara Municipal de Coronel Ezequiel, no estado do Rio Grande do Norte, está de regresso ao Brasil depois de ter viajado sozinha para Portugal, sem avisar os pais. A jovem foi encontrada em Lisboa, a 12 de outubro, e seguiu posteriormente para Espanha, onde ficou em casa de um tio. A família organizou o regresso da adolescente, segundo informações divulgadas pela imprensa brasileira a 14 de outubro.
A jovem é filha de Thales Farias, responsável pela administração municipal de Coronel Ezequiel. O desaparecimento foi detetado pelo pai por volta da 1h30 da madrugada de segunda-feira, 12 de outubro, quando se preparava para viajar para Brasília. Ao perceber que a filha não estava no quarto, contactou imediatamente as autoridades.
A adolescente tinha embarcado no Aeroporto Internacional de Natal, no Rio Grande do Norte, com destino a Lisboa. O caso mobilizou as autoridades brasileiras e portuguesas, que cooperaram para localizar a jovem.
Segundo informações divulgadas pela imprensa brasileira, a adolescente mantinha contacto através das redes sociais com um homem português de 21 anos. As conversas terão começado no TikTok e prosseguido noutras plataformas, incluindo o Instagram. O pai afirmou que desconhecia a dimensão dessa relação e que tinha encontrado mensagens trocadas pela filha com um perfil cuja identidade não conseguia confirmar.
A Polícia Federal brasileira confirmou que a adolescente tinha autorização para viajar desacompanhada, registada no passaporte. A família explicou nas redes sociais que a permissão tinha sido concedida anteriormente para uma viagem a Espanha e que não especificava um destino nem um prazo particular.
Depois de ser localizada em Lisboa, a jovem foi encaminhada para uma esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP). Segundo a imprensa brasileira, um tio deslocou-se para a acompanhar até Espanha, onde ficou alojada em casa desse familiar, enquanto a família preparava o regresso ao Brasil.
A investigação ao desaparecimento está a cargo da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Federal brasileira na cooperação com as autoridades portuguesas. Até às informações divulgadas a 14 de outubro, não tinha sido apresentada publicamente uma conclusão definitiva sobre todas as circunstâncias da viagem.

















